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Nossa Forma de Amar - Capitulo XLIX

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49 – Colocando os Pontos nos Is -Não viemos pelo seu dinheiro. – começou a falar a senhora. -Até porque não esbanjo. – Simone pontuou enquanto terminava seu café. -Viemos nos despedir. Na testa de Simone estampava interrogações assim como em sua fisionomia. Após um momento Janice prosseguiu. -Estamos velhos. Nosso tempo de vida esta no fim e não podíamos morrer sem te pedir perdão. Seus irmãos nos lembraram que ainda somos uma família querendo ou não e por mais que não aprovamos a vida que você leva, não queríamos morrer sem pelo menos pedir perdão e dizer que durante todo esse tempo nós não deixamos de te amar. – os olhos dos pais marejavam. – Vamos embora após o almoço. Simone os olhava e não reconhecia aquele casal que a anos deixou na cidade de Barreiras. O olhar que lhe era lançado ali não deixava duvidas sobre a sinceridade do casal ao pedir-lhe perdão. Nos traços, a marca dos anos de sofrimento e amargura. Mas em seu coração a ferida que parecia have...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XLVIII

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48 – O Que Se Leva Nas Mãos -Mãe, o almoço está pronto? – Dalila perguntava ainda no corredor e ao chegar à cozinha percebeu que sua mãe estava pálida. – a senhora esta se sentindo bem? -Estou filha. Não se preocupe. O almoço está pronto vai chamar seus irmãos. A jovem ainda hesitou antes de sair da cozinha, por fim decidiu fazer o que a mãe pediu. Ao chegar à área externa do terreiro convocou todos para o almoço. Aos poucos a cozinha foi se enchendo de risadas, conversas amenas, alegria e pessoas. Lucimara os olhava com amor. Seus filhos amados. Tão diferentes e iguais ao mesmo tempo. Quase todos que ali estavam haviam encontrado a entrada de seu terreiro em um momento de dor sejam elas físicas ou na alma. Seu amor materno os curou e cada qual deu seguimento em sua vida espiritual. Havia até aqueles que encontraram seu amado por lá. Outros se soltaram das amarras de suas vidas medíocres e das imposições impostas pela sociedade. Um bom exemplo dessa ruptura er...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XLVII

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47 – Primeiros Sinais -E aí, mana? Vai fazer como para ver a sua amada? – Dalila perguntava a irmã enquanto estavam andando pelo terreiro para ver se tinha alguma avaria ou algo quebrado pelos vândalos. -Daremos um jeito. -Ei! “Daremos”? -Sim, irmã querida. Nós daremos. – gargalhou da expressão indignada da outra.   **************************************************************************** -Acordou? – o homem falava ao telefone eufórico. –Graças ao Senhor. Jose falava ao telefone com sua esposa na pequena sala de administração da igreja quando Moises ao ouvir a conversa quando o pastor comemorava o despertar da filha, parou esperando as próximas palavras. -Amanhã irei ao primeiro horário. Quem mais sabe que ela acordou? -Os médicos que já vieram examina-la. – falou a mulher no corredor que dava acesso a recepção do hospital. -Ótimo. Não quero que aquela enviada do mal desconfie. – referia-se a Milena. -Vou desligar. Fique com o Senhor. Ass...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XLVI

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46 – Adiando o Inadiável Moises estava deitado em seu quartinho pensando no que fazer para atingir Milena e na possibilidade de ser delatado por Luiza. Antes que a merda estourasse teria que fugir, mas para onde? Tinha dois mandatos de prisão em seu nome e um deles era na cidade onde sua família morava. Lá certamente não poderia voltar. Pensaria em um local depois. Sua prioridade era persuadir Luiza a não falar nada. Perguntaria seu estado de saúde ao pastor quando o dia clareasse.    *********************************************************************** O dia amanhece agitado. As folhas balançam movidas pelo vento produzindo um som parecido com um assovio. Lucimara abre os olhos. Espreguiça, senta lentamente na cama após agradecer a Olorun pelo despertar. Quando se preparava para levantar. “ Lọ wo ni ile ”. ( Vá olhar a casa) – Sussurrou a voz feminina em seu ouvido. Levantou sobressaltada andando pelos corredores que dava acesso a entrada. Chegando...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XLV

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45 – Lembranças e Magoas -O QUE? – exasperou Simone atônita. – Não é possível. – levantou-se rápido demais ficando tonta e caindo sentada na cama. -Por que não é possível? – Rúbia desconfiava. -Simples. Eles me acham uma aberração por ser homossexual. Duvido que venham aqui por amor já que uma vez me expulsaram da casa deles. Antes que dissesse algo a mais, o interfone tocou novamente. Simone o atendeu bem desperta. -Boa noite dona, mas o casal esta impaciente aqui em baixo. -Me deixa falar com eles. – o porteiro passou o aparelho. – o que querem? -Te ver, filha. – falou a senhora. -Não acredito. – as emoções de Simone oscilavam entre duvida e magoa. – depois de anos lembraram que eu existo por quê? Ah! A reportagem sobre meu assalto. Com certeza imaginaram que estou financeiramente bem e desmemoriada para não me lembrar de como me trataram anos atrás. -SIMONE! – gritava dona Janice pelo sitio a procura da filha. Enquanto sua mãe seguia em direção a...