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Nossa Forma de Amar - Capitulo XVII

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17 - Em Campo -A paz do Senhor, irmãos. – Disse dona Maria sorridente ao ver os quatro homens entrando em sua casa. -Os irmãos de Moises precisam de moradia enquanto estiverem aqui na cidade. O que acha de emprestar a casa nos fundos da igreja, mulher? -Acho justo, marido. -então esta decidido, irmãos. Vamos para a sala almoçar. Os quatro homens e a senhora foram para a sala de jantar e antes de começar a degustar do almoço simples, porem caprichado deito por Maria fizeram uma prece em agradecimento pelo alimento e saúde. Enquanto conversavam, José quis saber um pouco mais sobre seu futuro genro. Perguntou pela rotina interiorana, os pais dos rapazes e outras curiosidades. Moisés não se preocupou, pois já havia instruído os irmãos sobre o que devia ser dito. Não queria deixar arestas para duvidas e questionamentos futuros. Enquanto os outros conversavam, ele pensava nos passos seguintes para encontrar Luiza e como a abordaria. Teria de ter certeza se Luiza ...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XVI

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16 - Reaproximação - Preparando os escolhidos Dona Maria lia sua passagem favorita na bíblia e tentava meditar a cerca do que aquela leitura que por coincidência seria a leitura indicada para o dia segundo o livro da liturgia. "Herança do Senhor são os filhos; o fruto do ventre, seu galardão"   Salmo 127:3. O que o Senhor tem reservado para minha família? Será que meu esposo não consegue entender que não temos domínio das ações de Luiza desde que ela inventou de fazer estudo fora? Não quero perder minha filha por briga deles. Acho que vou tentar falar com ela. – Discou para o celular da filha. Ao terceiro toque foi atendido. -oi mãe. -filha, como você esta? -estou bem, mãe. Ainda no hotel.. -gastando dinheiro enquanto podia estar em casa. Filha volta. -não posso mãe. A senhora sabe que meu pai vai me empurrar o talzinho goela abaixo. -mas ele é um bom moço, filha. -se a senhora insistir vou desligar. -não filha, liguei só pra dizer que te ...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XV

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15 - Senhora das Tempestades Lucimara estava ajoelhada em frente ao seu pequeno altar rezando o terço quando as luzes apagaram-se. Um relâmpago cortou o céu iluminando o quarto. -Epar hey Ya Mesan L’Orum! Valei-me Oyá, Senhora das Ventanias e Tempestades. Olha por teus filhos. Uma brisa entrou através da janela e passou pelo quarto. Lucimara fechou os olhos para “ouvir” o que Oyá lhe dizia. Após alguns minutos no que parecia uma conversa silenciosa, ela levantou-se resoluta. Saiu pelos corredores à procura de algo. Dalila e Luis estavam no quarto da jovem enrolados no cobertor e encolhidos a cada trovoada que se fazia ouvir. A maçaneta da porta girou e abriu-se lentamente fazendo com que os dois se olhassem e se abraçassem instintivamente. Lucimara entrou e não pode deixar de rir ao ver a expressão de assustado dos dois. -Ave Maria! Eita povo de Oxossi para ser frouxo. Levantem e me sigam, vou precisar dos dois. -Sim senhora. – responderam. Já ins...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XIV

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14 - Baú da Saudade A conversa com Simone durou mais do que Lucimara inicialmente pretendia. Ouviu a proposta que lhe era feita com todos os pontos a favor e contra, argumentou e expos suas pontuações quanto ao que achava importante. Depois de tantas concordâncias e discordâncias, enfim chegaram a um acordo. Lucimara ficou de reunir alguns documentos de registros que fossem importantes tanto do terreiro quanto da associação e entregaria copias dos mesmos a ela. As historias ficariam por conta dos filhos e membros mais antigos das casas. Elas despediram-se e cada uma seguiu para seus afazeres. Lucimara continuava com o pé atrás em relação à jornalista. Simone sorria feliz por ter conseguido dar o primeiro passo; se manter ao redor de sua presa. Agora era seguir com o plano. Lucimara entrou em seu quarto e certificou-se da porta estar trancada. Pegou uma pequena escada que continha dois degraus abriu-a em frente ao guarda-roupa, subiu e pegou um baú que ficava bem no...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XIII

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13 - A Visita Ao acordar, Milena olhou sua irmã dormindo como um anjo. Depois do pesadelo, as duas dormiram abraçadas como costumavam fazer quando eram crianças. Devagar se desvencilhou do abraço e foi para seu quarto tomar banho. Pegou seu celular e colocou para tocar sua playlist matinal. Era sua forma de despertar ao som de Two Hearts do Phil Collins indo em direção a uma ducha fria. Enquanto a água deslizava pelos cabelos ondulados e negros, Milena repassava sua lista de afazeres do dia. Ao sair do banho pegou seu aparelho e discou para um numero já conhecido seu. Aguardou enquanto chamava. Ao ouvir a voz rouca de sono do outro lado sorriu. -Bom dia meu amor. -Bom dia linda. Desculpa te acordar, mas fiquei com saudade. -Que linda. Que horas são? -Pouco mais de 7 horas. Esta cedo ainda. -Foi bom que ligou. Preciso levantar. Fiquei de procurar um apartamento ou casa para alugar. -Hum! Acho que tenho a solução para seu problema. -É? Qual? -Conheç...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XII

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12 - Não Meta A Mão Nessa Cumbuca A casa era localizada em um beco sem saída. Um lugar fétido, de aspecto deplorável. Há muito deixado de lado. Na placa podia-se ler claramente. Trabalhos para felicidade, caminhos abertos, relação amorosa. Trago o amado de volta. Pagamento após resultado. Pai Abreu. Um homem bem vestido e ornamentado a aguardava na porta com um sorriso forçado. Quando ele a viu teve certeza que fez certo ao aceitar realizar esse trabalho. Iria ficar rico. Ela parecia ter grana. A mulher entrou no cubículo que ele chamava de sala de consultas. Ela examinou o local antes de sentar. Cheio de imagens de santos católicos e orixás do candomblé em pequenos altares. As paredes cheias de fotografias dele e seus “clientes” que conseguiram seu intento. A mesa preparada para o jogo de búzios. Já haviam conversado brevemente sobre o trabalho desejado. Ele lhe deu uma lista com uma serie de materiais necessários e assim que ela os tivesse ligasse par...

Crônica - A Preferida

Hoje acordei pensando sobre o Dia dos Professores e lembrei-me de minha infância e adolescência. Sim. Já me apaixonei, ou melhor, já me encantei por algumas professoras. Mas não pela beleza física e sim pelo cuidado e carinho que ela nos tratava mesmo quando tirávamo-la do sério. Nunca levantou a voz pra nos repreender. Foram tantas as professoras que passaram pela minha vida, não só acadêmica. Cada pessoa que passa em nossa vida nos ensina algo. A primeira namorada nos ensina as dores e delicias de um relacionamento lesbico. A primeira decepção também, mas como dizem decepção não mata, ensina a viver.  Depois vêm as outras namoradas, outros ensinamentos em algumas partes outras decepções, outros sorrisos, outros jeitos de olhar e levar a vida. A minha preferida não é professora, na verdade é e não é. Não é formada em magistério, nem letras nem nada que possa ser lecionado em sala. Mas foi e continua sendo a minha professora. Ela me ensinou coisas muito importantes como a...

Nossa Forma de Amar - Capitulo XI

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11 - Quem Quer Faz, Quem Não Quer Manda. Dois homens de aparência exótica e expressões fechadas aguardavam uma terceira pessoa em um bar mais afastado da cidade. Haviam recebido um telefonema uma semana antes os convocando a ir a capital baiana reverem um velho amigo. Não precisou esperar mais tempo, seu anfitrião havia chegado. Levantaram-se para abraça-lo. -Jeremias, Venâncio. Meus irmãos que saudades de vocês. -digo o mesmo Moises. Depois que chegou nessa cidade nunca mais ligou pra nós. -já comeram? Vamos sentar e pedir. Vou contar como andam as coisas por aqui. E o povo de La já me esqueceu? -os pais dela não, mas o delegado já desistiu de lhe encontrar. -garçom, trás o prato do dia, por favor. Numa cidadezinha no sertão baiano morava uma família de lavradores. João, Maria das Dores e seus três filhos: Jeremias, Moises e Venâncio. Todos trabalhavam na lavoura da família e aos sábados iam vender na feira o que colhiam. Em uma dessas idas, Moises s...